sexta-feira, 20 de maio de 2011

AS CARTAS DO SOLDADO RILL


As profecias do Francês anónimo estão registadas em duas cartas do soldado alemão Andreas Rill para a sua família, datadas dos dias 14 e 30 de Agosto de 1914. As indagações exaustivas realizadas em torno da autenticidade dos documentos dissiparam todas as possíveis duvidas a esse respeito.
No inicio da Primeira Guerra Mundial, a companhia onde servia Andreas deteve na Alsácia um civil Francês que foi interrogado por um tenente na presença de toda a tropa.
O homem desconhecido não respondeu apenas ás perguntas que colocaram, mas também se apresentou como um profeta.
 
Aquilo que disse aos homens da companhia aterrorizou todos os presentes. Outros classificaram as previsões do forasteiro como puros disparates. Ainda que Rill chama-se ao prisioneiro por brincadeira "o Francês profético", escreveu à sua mulher e aos seus filhos na Baviera, com plena consciência do que dizia sobre as coisas que ele contou sobre uma primeira e uma segunda guerras Mundiais, porque «(...)quem sabe se de facto não o viveremos, e não é que devam acreditar nisso, eu apenas escrevo para que saibam o que ele disse já que de certeza que alguma das crianças viverá por inteiro estes anos vindouros».
Nas suas cartas, Rill ergueu um monumento único ao profeta, que também serviu como testemunho, para investigações posteriores
 
 
                                       
                    ADOLF HITLER                             ANDREAS RILL                       KONRAD ADENAUER
 
 
 
PROFECIAS DO "PROFETA FRANCÊS"
 
Em 1914, ninguém imaginava que a Alemanha pudesse perder a guerra. Poucos acreditavam na possibilidade de a guerra desembocar numa revolução que trouxesse consigo o final do Império Alemão. A inflação, prevista de um modo impressionante não tivera nenhum antecedente histórico.
 
«A guerra estará perdida para a Alemanha quando começar o quinto ano.
Dentro de um ano ( 1916 ), a Itália irá declarar-nos guerra. Haverá então uma revolução, mas não será levada até ao fim. Uns vem e outros vão. E as pessoas enriquecem. Todos se tornam milionários e haverá tanto dinheiro que o atirarão pela janela, sem que ninguém o recolha.»
 
A ditadura desumana que o profeta previu pode ter sido a que começou no dia 30 de Janeiro de 1933 sob a liderança de Adolf Hitler.
 
«Vem um homem de baixo que faz tábua rasa na Alemanha e as pessoas já não podem dizer o que quiserem, e tudo isto com uma acrimónia que nos faz sair a agua por todas as fendas.
Porque esse tira mais ás pessoas do que lhes dá e castiga-as espantosamente, pois a justiça deixa de ser justa e há muitos heróis falsos e vigaristas.
As pessoas estão cada vez mais pobres, mas não notam. Todos os dias há leis novas e muitos vivê-las-ão ou então morrerão. O tempo começa aproximadamente em 1932 e dura nove anos, a ditadura de um homem.»
 
No final da Segunda Guerra Mundial, a cruz gamada deixou de se mostrar em publico. Ainda hoje se especula sobre o paradeiro de Hitler depois da guerra.
 
«O homem e o sinal desaparece e ninguém sabe para onde.»
 
O final da guerra deu-se, efectivamente em 1945. Nos dias 7,8 e 9 de Maio desse ano, a Alemanha assinou a sua capitulação incondicional.
 
«Se no número do ano há um quatro e um cinco, a Alemanha será acossada de todos os lados e o segundo acontecimento mundial terá terminado.»
 
O «francês profético» terá talvez previsto a divisão da Alemanha entre a RFA e a RDA, assim como a entrada em cena do chanceler Konrad Adenauer (1949).
 
«A Alemanha está destroçada e aparece um novo homem que dirige e levanta a nova Alemanha.»
 
Juntamente com muitos prognósticos correctos, o profeta francês também formulou algumas previsões erróneas, como por exemplo estas: «Quando a Suíça se unir à Alemanha» ou «então a Inglaterra será o pais mais pobre da Europa».
 
A estas juntam-se temas proféticos com especulações ocultistas como: «Nessa altura, nascerá o Anticristo no extremo da Rússia, filho de uma Judia, mas não aparecerá até aos anos cinquenta.»
 

 

 


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